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Pode ou não pode?

Vacinas, medicamentos e vitaminas precisam de indicação do médico pois, em alguns casos, podem ser prejudiciais ao desenvolvimento do bebê. Fique por dentro do que está ou não liberado na gravidez

Em 10/09/2012 Por Redação

Tire todas as suas dúvidas! Separamos para você tudo o que pode e o que não pode quando se está grávida.

1. Vacinas
Algumas vacinas são consideradas “perigosas” na gravidez. E como perigosas, podemos dividi-las em dois grupos: as que são contraindicadas e aquelas que somente estariam indicadas em situações emergenciais. As contraindicadas, pelo fato de serem produzidas com o próprio vírus, são:

• HPV (Papilomavirus humano)
• Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)
• Varicela (catapora)
As vacinas que poderiam ser dadas em situações emergenciais, ou seja, o risco da infecção na gravidez para a mãe ou para o feto é maior que o risco da vacinação são:
• Menigite C conjugada
• Hepatites A e B
• Febre amarela

Atualmente, duas vacinas já são indicações formais na gravidez. Não são obrigatórias, mas protegem:
Gripe – principalmente as mulheres que estarão grávidas no inverno. O risco de complicações decorrentes de uma gripe são maiores do que o risco da vacina. Sendo vacinada, além de se protegee, passará anticorpos para o bebê pela placenta e, após o parto, pela amamentação, protegendo-o.
Tétano – todos nós, homens e mulheres, deveríamos receber uma dose de reforço a cada 10 anos. No caso da grávida, mesmo já tendo tido esta dose de reforço antes de 10 anos da gravidez, deve tomar outra dose pelos mesmos motivos da vacina para gripe. A mãe passaria anticorpos da bactéria tetânica pela placenta e depois pelo leite, protegendo o bebê até ele tomar a própria vacina.
Coqueluche – pelo resurgimento recente de casos de coqueluche, também tem sido indicada a vacinação não somente para a grávida, mas também para as pessoas que estão mais em contato com o bebê, para evitar possível transmissão após o nascimento.
• As vacinas para tétano e coqueluche são dadas em uma única vacina chamada Tríplice bacteriana (coqueluche, difteria e tétano).

2. Medicamentos
Por princípio, todo medicamento, ao ser prescrito para grávida, deve-se avaliar seu risco para o feto, principalmente no primeiro trimestre. Grávidas com doenças crônicas (diabetes e hipertensão) – duas observações com relação a medicação para essas doenças. A fisiologia da grávida pode alterar a evolução dessas doenças. Com isso, pode-se ter que aumentar ou diminuir as concentrações das medicações usadas anteriormente, e algumas destas medicações podem ser contraindicadas para a gravidez. Nestas pacientes, o obstetra deve discutir o melhor esquema terapêutico para a grávida.
Depressão – pacientes depressivas não podem e não devem ficar sem assistência médica e terapêutica. O psiquiatra e o obstetra, igualmente nas doenças crônicas, discutirão a melhor opção para a grávida. A observação que se faz é informar ao pediatra o uso das medicações durante a gravidez pela possibilidade de o bebê, ao nascer, apresentar síndrome de abstinência à medicação usada pela mãe.
Febre e dor de cabeça – caso a grávida não tenha alergia, a primeira opção como antitérmico é o Paracetamol. Não se tendo sucesso com esta substância, a segunda opção é a Dipirona com a mesma observação da alergia. Quanto à dose da medicação, o obstetra deverá orientá-la.
Micoses – a micose, doença muito comum na gravidez, pode necessitar de medicamentos de uso tópico (cremes) ou via oral. Algumas substâncias antimicóticas podem ser usadas com toda segurança, enquanto outras deve-se avaliar o risco-benefício. Por isso, só o médico obstetra poderá liberar o uso.

Infecção urinária – a possibilidade de infecção urinária na gestação é grande pelas condições fisiológicas da própria gravidez. Como toda e qualquer infecção deve ser tratada pelo risco de ela antecipar o próprio parto, o uso de antibióticos é mandatório, mas dependerá da sensibilidade do mesmo à bactéria e do risco para a grávida. A melhor orientação contra infecção urinária é a prevenção, que deve ser feita com ingestão de grande quantidade de líquidos diariamente.
Automedicação – é sempre contraindicada, pelo risco para o feto.
Fitoterápicos – muitas destas substâncias não apresentam estudos para o uso na gravidez. Não havendo certeza da segurança, devem ser contraindicados.

3- Vitaminas
As principais fontes de vitaminas estão na alimentação frequente (a cada 3 horas) e qualitativa (carnes, leite e derivados, ovo, legumes, frutas e verduras). Pela maior necessidade da grávida, repõem-se estas vitaminas com complexos bem-estabelecidos com mínimas variações entre as formulações existentes. A contraindicação existe quando sua ingestão é maior que a recomendada. “A reposição de vitaminas deve ser em concentração adequada de todos os nutrientes. Existe, na indústria farmacêutica, complexos vitamínicos específicos para grávidas com concentrações adequadas”, recomenda o dr. Carlos Dale, obstetra e ginecologista da Clinica Dale, no Rio de Janeiro.

Ácido fólico – a carência de acido fólico pode aumentar o risco de falhas dos ossos que protegem o sistema nervoso do bebê. Os médicos não aconselham engravidar com o nível desta vitamina abaixo do normal.

Uma das recomendações é que as mulheres tomem ácido fólico pelo menos três meses antes de engravidar (e continuem com o suplemento durante os três primeiros meses de gestação) Essa é uma vitamina do complexo B fundamental para que a coluna do feto de desenvolva corretamente, o que acontece nas primeiras quatro semanas de gestação.
Ômega 3 – hoje em dia, já está bem-estabelecido o uso benéfico do ômega 3 durante a gravidez e no período do aleitamento, pela proteção das células do sistema nervoso central. Seu uso deve ser iniciado a partir da segunda metade da gravidez (20 semanas) e a dose sugerida é de 200 a 300 mg/ dia. As principais fontes de ômega 3 são os peixes de água fria, como salmão, atum, sardinhas e outros.

Posso fazer tratamento dentário ?
Sim. Cuidar da saúde bucal é essencial para o bom andamento da gravidez. Estudos demonstraram que doenças bucais são associadas a partos prematuros. Se você precisar ser submetida a tratamentos odontológicos, saiba que existem anestesias seguras para grávidas.

O uso de laxantes é liberado ?
O ideal é caprichar na dieta com alimentos ricos em fibras para melhorar o funcionamento intestinal. As frutas e os cereais integrais são as melhores fontes. Aumentar o consumo de água também ajuda a regular o trânsito intestinal. Se essas medidas não forem suficientes, o obstetra poderá indicar algum laxante formador de bolo fecal.

Fotos: Divulgação/ Shutterstock

2 comentários. Deixe o seu!

  • Elane Coelho

    23 meses atrás

    Olá! Estou grávida e com infecção urinária, o obstetra receitou cefalexina, tomei durante 07 dias e não vi resultado, estou com dores abaixo do ombigo (pé da barriga), e olha que estou tomando bastante liquido.

  • Heloisa

    23 meses atrás

    A minha nutricionista falou que é bom dispensar o chocolate na gravidez. E é o que eu mais gosto de comer! Por quê tem que dispensar?

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