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Fertilização in vitro

Tudo o que você precisa saber para realizar o sonho de ser mãe

Em 22/08/2012 Por Aline Godinho

Apesar de cada vez mais mulheres darem preferência à carreira, deixando a maternidade para um segundo plano, muitas não realizam o sonho de ser mãe por problemas de esterilidade. Na trama de uma das novelas de Aguinaldo Silva, Fina Estampa, a drª Danielle Fraser (Renata Sorrah) viveu uma especialista em reprodução humana e transformou a vida de casais que não podem ter filhos, como era o caso de Esther (Julia Lemmertz) e Paulo (Dan Stulbach). O que a novela mostrou– e muitas pessoas não sabiam que existia –é que esse método está se tornando um procedimento cada vez mais frequente em clínicas de fertilização.

Na vida real
A roteirista D.B., de 49 anos, contou que o desejo de ser mãe só apareceu quando ela já passava dos 40 anos. Foi, então, que procurou um especialista em reprodução humana e recorreu a um banco de sêmen. “Eu me vi com 42 anos e achei que uma criança estava fazendo falta na minha vida. Pensei em adoção, mas como sou solteira, não conseguiria fácil, porque no Brasil priorizam os casais. Parti para uma produção independente. O óvulo era meu, mas o sêmen era de um doador. Em quatro meses, eu estava grávida e minha filha veio para dar sentido à minha vida. Agradeço por ter tido coragem e, mesmo solteira, consegui construir uma família de verdade”, conta, feliz.

No caso da paulista R.C., de 33 anos, ela diz que não conseguiria engravidar, pois havia tido leucemia na adolescência e a decisão de buscar um banco de óvulos viabilizou o seu sonho de ser mãe. “Meu marido e eu chegamos à conclusão de que precisávamos ter filhos para que nosso casamento fosse completo. Sentíamos que faltava algo. Procuramos, então, um especialista e com óvulos de doadoras e o sêmen de meu marido, conseguimos. Hoje tenho gêmeos, meus filhos são saudáveis e me sinto mais mãe do que todas às que conheço”, relata, emocionada.

Realidade x ficção
Renata Sorrah, mãe da médica pediatra Mariana, 29 anos, filha de seu casamento com o ator e diretor Marcos Paulo, declarou que ficou impressionada com o avanço da medicina no campo da reprodução humana. Para viver a dra. Danielle, ela leu muito sobre o assunto, estudou a legislação e visitou uma clínica de fertilização. A atriz também acompanhou todo o processo da reprodução, desde a fecundação in vitro até a transferência para o útero. “Fiquei fascinada com tudo o que vi”, revelou.

Julia Lemmertz, mãe de Luiza e Miguel, diz que não sabe se optaria pelo método da F.I.V e declara: “É uma questão que envolve muita coisa, como religião e ética. Acho que, se fosse no meu caso, eu adotaria, mas não tenho ainda opinião formada sobre o assunto”.

Palavra de Terapeuta
Segundo o terapeuta João Batista, de São Paulo (SP), as mulheres conseguem assimilar mais fácil o fato de amar um filho que não é seu biologicamente, pois a maioria delas sonha em ser mãe e aceitam isso de forma natural. “Já muitos homens temem, pois o fato da infertilidade mexe com a virilidade na cabeça deles”, constata.

Muitos casais estão adotando a técnica de fertilização in vitro e é importante ter o acompanhamento de um psicólogo ou terapeuta, pois o tratamento leva tempo e usa muitos hormônios que causam fortes alterações de humor nas mulheres. “Além disso, pode não dar certo da primeira, segunda e terceira tentativas. Há casais que insistem há anos e ainda não conseguiram o tão sonhado bebê”, observa.

Durante o tratamento é fundamental ter paciência, além do apoio do cônjuge, da família e dos amigos. “Para muitas mulheres tornar-se mãe é uma espécie de divisor de águas, pois o sentimento maternal é o maior de todos”, conclui.

Médico da Vida Real
De acordo com o Dr. Marcello Valle, médico especializado em Reprodução Humana e diretor da Clínica Origen (RJ), uma gestação com sêmens e óvulos doados é possível graças à técnica de Fertilização in Vitro – FIV, na qual o espermatozóide é colocado no óvulo maduro através de uma injeção microscópica (ICSI - Injeção Intra-citoplasmática). “Depois que o óvulo é fertilizado, o embrião é transferido para a mãe não-biológica, que irá gerar a criança”, explica.

Segundo o médico, a procura por sêmens doados ocorre, principalmente, nos casos de homens que nasceram sem a capacidade de produzir espermatozóide ou que se tornaram incapazes de produzir, como vítimas de câncer, que fizeram tratamento com rádio ou quimioterapia, ou em “produções independentes”. Também é muito procurado por casais homoafetivos.

“Os sêmens doados são encontrados em bancos especializados, e, no Brasil, isso ocorre de forma anônima. As únicas informações a que se tem acesso são as características físicas do doador – como altura, peso, cor de pele e etc – e o histórico de doenças familiares, pois isso ajuda na escolha do material”, relata.

Já a ovodoação se torna necessária quando a mulher que quer ser mãe não tem a capacidade de responder ao estímulo hormonal para amadurecer seus múltiplos óvulos – caso típico de mulheres na menopausa – ou que não tem qualidade nos óvulos suficiente para gerar um embrião saudável por conta da idade. “A doação de óvulos costuma ser feita na própria clínica de reprodução humana. Já os critérios de anonimato e escolha com base em características físicas, hereditárias, e de tipo sanguíneo, são os mesmos”, esclarece.

Fotos: Divulgação

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